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Temos nessa especialidade, mais do que tudo, uma esperança. Ainda colhendo os frutos de uma odontologia limitada exercida no passado, e as atuais doenças causadoras de perdas de elementos dentais, temos na implantodontia, uma reabilitação protética, através de um ou mais procedimentos cirúrgicos.
Dessa forma existe a solução para a perda de elementos dentais únicos e múltiplos através da realização dos implantes osseointegrados.
Estudos ratificam o grande sucesso de tal especialidade. Hoje, graças ao avanço de técnicas reconstrutivas, como enxertos ósseos, elevação do assoalho do seio maxilar, entre outras técnicas, existe uma condição praticamente irrestrita ao uso dos implantes.
Definitivamente, a implantodontia já nos fornece subsídios suficientemente comprovados, de ser uma excelente alternativa de repor dentes perdidos, inclusive em pacientes que são usuários de próteses totais (dentaduras), através de protocolos. |
Implantes osteointegrados
O implante osteointegrado uma nova geração de implantes, introduzidos a partir da década de 60, mas que só agora atingem um grau de aceitabilidade pela comunidade científica internacional. São, normalmente, parafusos de titânio introduzidos cirurgicamente nas áreas desdentadas e, sobre eles, são instalados dentes artificiais (prótese dentária).
Indicações
O implante pode ser indicado para todas as pessoas com perda definitiva de elemento dental, não existindo limite de idade (a partir da puberdade, qualquer pessoa pode receber implantes). É contra-indicado em apenas em 2 situações: em pacientes com determinados problemas de saúde de ordem geral e quando não houver espessura e altura óssea suficiente para acomodar os implantes (neste segundo caso, pode-se fazer enxerto ósseo, que só devem ser empregados em casos absolutamente necessários, com total conhecimento de todos os riscos e custos por parte do paciente).
Tempo de duração de uma cirurgia de implantes
Normalmente, entre 60 a 90 minutos. Somente em casos excepcionais esse tempo é dilatado.
O sucesso do implante
O sucesso de um implante depende de vários fatores, mas o principal é a observância do protocolo (receita completa de como e quando se faz o implante). É necessário que o profissional seja meticuloso e treinado na técnica.
Implantodontia é o único meio que não precisa de ajuda dos dentes remanescentes para sua sustentação. O apoio se faz através de uma raiz artificial metálica que tem além da função de sustentar o dente, a função de estimular o osso remanescente, que se torna mais compacto e resistente. Analogamente, a perna de uma pessoa na cadeira de rodas atrofia (enfraquece) e a perna de um atleta hipertrofia (fortalece). Assim também é o osso sem dente: enfraquece e tende a desaparecer por estar sem função, ao contrário do osso que recebe um implante, se torna ativo e responde favoravelmente ao estímulo do dente artificial tal qual ao de um dente natural.
A maior vantagem de prótese sobre implante é a preservação da estrutura dos dentes naturais existentes, pois não havendo necessidade de apoio nestes dentes eles não terão sobrecarga, o que aumentará sobremaneira a longevidade dos mesmos. E sobre o implante, quanto mais tempo ele estiver em função, maior a estabilidade. Como foi dito anteriormente, haverá aumento da estrutura óssea estimulada pelo implante, o que melhorará o desempenho do dente artificial implantado.
A implantodontia evoluiu mais nos últimos três anos do que nos trinta anos anteriores, pois hoje contesta-se parte dos estudos do criador da implantodontia moderna, o médico e professor sueco Per-Ingvar Branemark, que em seus estudos previa uma conduta de espera para cicatrização dos dentes implantados, de seis meses (para os superiores) e três meses (para os inferiores), o que aumentava muito o tempo de tratamento com implantes. Em estudos recentes verificou-se que é melhor para o organismo humano a carga imediata sobre o implante do que a espera preconizada pelo criador da implantologia moderna.
Carga imediata é fazer a cirurgia de implante e imediatamente colocar os dentes novos, permitindo a função mastigatória. É claro que na condição de recém operado, não há necessidade de testes exagerados, mas o paciente já está apto para mastigar após a instalação da prótese vinte e quatro horas depois da cirurgia. Esse procedimento tem como maior vantagem a economia de tempo. |